sábado, 19 de dezembro de 2020

Racismo

Existe racismo no Brasil? Sim, existe, mas muitas vezes camuflado. No entanto, tão agressivo ou até mais, visto que as segregações não são visíveis como em outros países de regimes autoritários, o nazismo é o exemplo do anti-semitismo. 
E como dectetar este racismo mascarado? Na mídia atual, em novelas, comerciais e nos telejornais, o padrão de beleza é tido o europeu. 
A percepção deste padrão é construída de forma sutil e algumas vezes utilizam-se o “humor” para incutir tais pensamentos, mas que agride da mesma forma o indivíduo e segrega grupos sociais.
No Período de “descobrimento e colonização” do Brasil a visão que a corrente antropológica da época tinha era de indivíduos inferiores e sem cultura, seguindo uma evolução crescente linear de civilização, que seria: SELVAGEM – BARBARIE- CIVILIZAÇÃO, visto que em decorrência a esse estágio de selvagens foi implantado o catolicismo com o objetivo de levar cultura aos nativos e mais tarde aos negros.
Durante o processo histórico do Brasil construiu-se a imagem do homem cordial, uma vez que interessava ao colonizador manter o domínio sobre o colonizado, posto que através desse condicionamento moldava-se a visão de mundo desse indivíduo tornando-o mais fácil o controle deste e a contenção de rebeliões.
A abolição foi um falseamento de bondade, visto que uma exigência do mercado e necessário a criação de consumidores, induzidos em acreditar em sua realidade, mas a sociedade não deu suporte a estes, deixando-os à margem daquela. . No decorrer da história nacional um grupo pequeno detinha o domínio e o interessante a este seria apagar o “passado negro” do país, a fim de não macular a memória de certas pessoas personalidades da vida pública apagando a memória coletiva, que estão incluídos neste episódio políticos, personagens importantes na história.

A Tradução dos Sentimentos

 A Tradução dos Sentimentos


Para entender o que sinto

Tente traduzir

Uma gota de orvalho

Que desliza suavemente

Sobre a folha


Tente então,

Decifrar o brilho da lua

Que num deslumbre de luz

Encanta os enamorados


Tente interpretar

O luzir das estrelas,

Que ofuscam com sua luz

O borbulhar das marés,

Que esculpem as rochas

O canto dos pássaros ao alvorecer,

Que torna o dia mais alegre

A leve brisa no rosto,

Que dá uma sensação de liberdade

O brilho do sol,

Que  aquece e anima a vida.


Enfim,

Tente falar do infinito,

Da imensidão.

Quando aprender  dizer

O significado de cada um,

Entenderá o que sinto neste momento


Enquanto  isso,

Mais do que palavras possam expressar

Basta

Contemplá-los,

Senti-los

Para amá-los

Assim como amo você.



Coluna

País tropical


“Moro num país tropical, abençoado por Deus(...)”. Por este motivo sempre tive em mente que nunca iríamos sentir sequer um tremorzinho de terra, pelo menos enquanto os nossos pés estivessem por aqui. Ao contrário do que imaginei e, acredito que a maioria também imaginava, o Brasil não está totalmente livre de terremotos. Tanto que dia 31 de agosto alguns estados do sudeste tiveram esta experiência. Foram registrados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Um professor de Sismologia de Brasília,  explicou de forma metodológica todo o processo e não viu razão para o pânico eminente da população. Tentou provar por A mais B que esses fenômenos sempre acontecem, mas diante uma situação totalmente “nova” para nós abaixo do Equador a primeira reação é a do “salve-se quem puder” e não esperar esclarecimentos de autoridades competentes. Náuseas, tonturas, labirintites todas, pobres coitadas, foram culpadas por causa do tremor, que há anos não era sentido ou registrado com tais proporções. Peguem seus botes (gritaram)! Será o Tsunami pensaram alguns. E, se fosse aqui em nossa região (Norte) cercados pelo maior rio do mundo o que seria de nós? Qual seria a nossa reação? Em maio de 2019, no Peru, ocorreu um tremor de 8,1 na escala Richter de magnitude e Manaus pode sentir a onda de energia. Um abalo sísmico que estremeceram alguns prédios da cidade, o caos por alguns minutos, imaginem o epicentro no meio do rio Amazonas com 5,2 pontos. Não, não é bom nem imaginar, estamos acostumados apenas com os banzeiros, a cidade das barrancas não suportaria.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Quem sou

 


quem sou?

a poesia que ainda não foi escrita
a música do silêncio,
a ausência presente
a simplicidade complexa
o acaso planejado
a sorte do inesperado
o inconsciente racional
o racional passional
a certeza da dúvida
o sentimento inaldito
a primazia do pensamento
a beleza cega a mão que exaspera
a contradição da razão
a inquietação da calmaria
o amor em prosa e poesia poesia..
calmaria...
fantasia...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Resenha


BAY, Michael. A Ilha. Warner Bros, 2005.
A trama desenvolve-se em um cenário futurista, meados do século XXI, colocando em voga assuntos como clonagem humana e a comercialização em decorrência a esta. Expõe ainda, de forma clara, moral e ética versus vaidade e rentabilidade. Na luta contra o tempo, homens e mulheres aliam-se à tecnologia buscando a juventude eterna. Processos de clonagem, como o da ovelha Dolly, povoam o imaginário de muitos, movimentando este novo mercado. A ovelha nasceu no ano de 1996, trouxe a baila o estudo de células tronco e possibilidades que acarretam negativa e positivamente.
O cineasta Michael Bay além de A Ilha, tem em seu curriculum filmes como Transformes, Pearl Harbor, Armagedon, quando questionado sobre referencial e semelhanças como outros cineastas os nomes que preenchem sua lista são os de George Lucas e Steve Spilberg. Produções totalmente hollywoodianas, filmes com muita ação e explosão são suas marcas. Bay é presidente da empresa de efeitos especiais aventa a possibilidade de inserção no mercado de games e o investimento no desenvolvimento de programas de efeitos para a reprodução de movimentos humanos totalmente digitalizados.
A primeira seqüência do filme Lincoln 6 echo (Ewan McGregor) vive em um complexo, a qual todos os moradores, chamados de residentes, praticam as mesmas atividades, vestem-se de branco, recebem instruções digitais, manipulam aminoácidos em um laboratório, orientados desde a leitura ao distanciamento do contato físico uns com os outros, a memória comum é implantada por lavagem cerebral, além de estimularem o desejo de ir para a Ilha. É nesta fase que Lincoln começa seus questionamentos, desenvolvendo um senso crítico não-estimulado, palavras em sonhos surgem como “Renovatio” cujo significado do latim é renascimento.
Na seqüência seguinte é observado que os residentes são tratados como produtos e Jordan Two Delta (Scarlett Johansson) é escolhida para ir a Ilha. Através da amizade de Lincoln e McCord, um dos responsáveis pela manutenção de maquinas captura um inseto voador, seguindo-o à superfície descobrindo a farsa da loteria e da ilha ao ver a morte de duas pessoas a qual uma delas foge consciente do centro cirúrgico.
A terceira seqüência Lincoln 6 Echo e Jordan Two Delta saem do complexo subterrâneo, vêem-se em um deserto. Nesta mesma seqüência modelos e empresário ouvem sobre os agnatos que são mantidos em estado vegetativos para fins de reposição de órgãos a seus patrocinadores e a controvérsia do idealizador ao contratar agentes para capturá-los.
Nesta seqüência é o clímax da história, posto que Lincoln encontra seu patrocinador juntamente com Jordan, descobrindo recordações que não são suas, esses buscam ajuda. A perseguição é acirrada e o patrocinador denuncia os dois. Ao perceber a traição Lincoln habilmente troca de lugar com o patrocinador, o qual é morto pelo agente contratado para capturá-los, volta ao abrigo e liberta os clones.
O filme termina com cenas semelhantes às do início, tais como o barco “ Renovatio” Jordan de Branco e Lincoln navegando.
Um filme bem produzido poderia ser mais um de ficção científica, porém equilibra ficção, ação e romance como pano de fundo. Com roteiro concatenado a este assunto faz o expectador pensar em todo o processo de clonagem humana e a relevância de estudos envolvidos, outro ponto envolvido é qual seria a forma correta de conceituarmos tais indivíduos: humanos, animais ou meros produtos? Um questionamento levantado no filme é a busca de respostas ligada ao ser humano e ainda o desenvolvimento de memória ativa nos clones, mesmo que no filme estes estarem afastados de quaisquer experiências e a escolha de um destino diferente de seu doador.

O biquíni


Criado por um estilista francês, Louis Reard, um ano após o fim da Segunda Guerra, o biquíni nasceu com o objetivo de abalar a sociedade com uma nova proposta de roupa de banho. Em alusão aos testes nucleares e a explosão atômica experimental em 26 de julho de 1946, no pequeno atol de Bikini, sul do Pacífico, a peça surgiu com efeito de uma bomba atômica, dando origem assim ao nome.
Assim, foi inventado o biquíni, uma revolução do maiô em duas peças, cobrindo o busto e a parte inferior do tronco. Nos anos 60 atingiu o auge da popularização, mas seu início foi diferente, a inovação que chocava a sociedade e quebrava padrões de moralidade tida naquela época, proibido em vários países.
O Vaticano divulgou uma nota, assinada pelo Papa Pio XII, contra o uso do biquíni por mulheres católicas, e vários países, como Itália, Portugal, Espanha, França e Alemanha, chegaram a proibir o traje em lugares públicos.
Por ter uma dose de ousadia e sensualidade nunca vistas antes, nenhuma modelo aceitou o desafio de ser fotografada com aquela minúscula peça. Micheline Bernardini, uma striper, posou a beira de uma piscina pública às margens do rio Sena, Paris dia em 4 de agosto de 1946.
anos 70.
A peça exigia uma boa dose de audácia das mulheres, que tinham vergonha de usá-la em público e até mesmo como roupa de baixo. Fortes reações surgiram de todas as partes reprimindo o uso moralista. Mulheres protestavam em prol da liberdade e contra todos os preconceitos da época aderiam ao biquíni.. Hollywooda partir da década de 50, colocou o biquíni na moda, com atrizes de corpos esculturais, em filmes clássicos como A um Passo da Eternidade, de 1953, com Deborah Kerr, ou E Deus Criou a Mulher, de 1956, com Brigitte Bardot. A precursora a foi A atriz americana Jayne Mansfield com um modelo cuja peça inferior avançava um pequeno centímetro até mostrar o umbigo, motivo de escândalo, no início da década de 60. No Brasil, quando as vedetes Carmem Verônica e Norma Tamar usavam a peça nas areias da praia, em frente ao Copacabana Palace, formavam-se verdadeiras multidões. A invenção agrada tanto as mulheres que no Brasil e adquire versões próprias, distanciando-se cada vez mais dos primeiros modelos discretos. Foram as brasileiras que inventaram a tanga nos anos 70, as mulheres enrolavam a lateral para segurar os biquinis de crochês molhados.
O presidente Jânio Quadros, durante seu meteórico governo, em 1961, baixou uma lei que proibia expressamente o uso do biquíni, juntamente com a proibição de corridas de cavalo, rinhas e uso de o uso do lança-perfume.
Mulheres de biquíni mosaico antigo - Bikini Girls Mosaic
Os mais antigos precursores dos biquínis de que se tem notícia foram mostrados num mosaico romano do século IV em que mulheres, saiote e bustiê exíguos, praticam esportes.

Pula fogueira iaiá











Céu estrelado, fogueira arrumada começando a crepitar, comidas, músicas, roupas, bandeirinhas, bandeirolas...tudo para deixar um ar de “interior”. Esse mês de junho ... suspiram alguns trazem cheiros e sabores da infância.
Mês de junho na feira de São João em Caruaru, a maior do Brasil, o imprevisível acontece, gente diferente, famosa ... vários sotaques ecoam. Aromas, cores, gente de todas parte do país, contam com barraca tradicionais como da pescaria, quentão não pode faltar.
Em uma das noites na feira, ali mesmo, sim naquele empurra-empurra moradores e turistas misturam-se, provam e aprovam sabores típicos da época em todas as barracas. Segundo o rei do baião de tudo que há no mundo tem na feira de Caruaru, curiosamente é verdade, cada ano alguém inventa ou traz um sabor diferente. Os turistas pousam de barraca em barraca até que depara-se com aquela “ bundinha” em sua frente, não ... não era nenhuma mulata rebolando, Carla Perez, Juliana Paes ou de uma das mulheres frutas, mas de formigas tanajuras agora vendidas na feira como iguarias exóticas.
 O que ser isto? – indaga um turista curioso.
 Farofa de “bundinhas” e “ bundinha” na manteiga” – respondeu a dona da barraca.
- Oh, my God!, exclamou o gringo.
Alguns corajosos experimentam a tal farofa das “popozudas” afirmando ser parecida ou até substituída pelo camarão, outros preferem não arriscar. O rebolar das tanajuras é uma atividade rentável e movimenta a economia da feira, ajudando no orçamento de algumas famílias, visto que 100g sai por R$ 10,00, isto significa que 1g custa R$0,10. Ao lado das barracas moleques catam as “bichinhas”, separando as maiores e, é nessa hora que elas perdem a cabeça, isto no sentido mais literal possível.
Fogueiras para um lado, comidas para o outro e as “pobrezinhas” fugindo de multidão, oras dos pisoteios oras da caça, será está a alternativa para a crise mundial dos alimentos? E nós da região amazônica, como ficaríamos com essa “abundância” toda entrarem em extinção, talvez usem outras e o ritual da tucandeira pode ficar ameaçado. Bom ... “ bundinhas” a parte prefiro fazer dieta e você arrisca uma farofa?.

Ilda

 se soubesse que seria o último abraço

prolongaria-o até convencê-Lo a te deixar ficar
sentiria teu cheiro suave
teu riso bobo
fitaria teu rosto até decorar
cada traço
cada acaso que o tempo te deu

se pudesse eu até trocaria de lugar
só para não te ver partir
lutar, brigar, questionar
para não te deixar ir

se previsse essa dor
que arrancou minha alma
deixou um vazio
cuidaria de ti como uma flor
não te deixaria reclamar do frio

se reinvindicasse teu lugar
teus sonhos ao invés dos meus
só para te ver sorrir novamente
e não para te ter só na minha mente

falaria muito mais do meu amor
e não sentira esta dor
riria muito mais de tua tolices
faria tudo diferente umas vezes
outras tudo igual
te amaria da mesma forma
cantaria tua música
gargalharia
brincaria
não te abandonaria
cuidaria mais de ti

se voltasse no tempo
te teria aqui fisicamente
e não precisaria te transformar num poema
sussurrado dentro do meu coração
para estar mais perto de ti

Sonhos de menino

 Sonhos de menino



Barquinhos de papel

Rodopios no carrossel

Pipas soltas ao ar

Correr, pular, brincar, sonhar...



Esse é o sonho de menino

Que respirando a liberdade

Traz consigo a simplicidade

Dos pés descalços

Da admiração bucólica da vida

Nas idas e vindas da criança num balanço



Mas quem é este menino?

Que desperta em um único sorriso

O desejo de brincar novamente?

Sim...

Quem é ele?

Que a maldade não o corrompeu

Que o tempo não o distorceu



E ainda gera abraços verdadeiros

Palavras sinceras

Um olhar singelo

E no seu imo o mais forte dos elos



Contempla aquele menino,

Com sorriso solto

E um jeito desenvolto

E no espelho

Ver que aquele menino

Refletido no espelho é o mesmo

Sim, 

Não deixou morrer sua essência de menino



Esse é o sonho desse menino

Também chamado de amigo

E que nos presenteia

Com a esperança de uma amizade

Eu me apaixonei

 Eu me apaixonei


Eu me apaixonei por esse sorriso bobo, esse jeito leve de ser


Eu me apaixonei da forma mais despretensiosa

Sem querer,

Sem perceber,

E por esta razao nao tive como me defender.


Eu me apaixonei na correria do dia-a-dia

No seu bom dia.


Eu me apaixonei pelo tom da sua voz,

Pelo som do seu sorriso meio sem jeito, 

Por esse olhar travesso.


Eu me apaixonei por me reconhecer em você.


Eu me apaixonei pelos momentos imaginados, mas sentidos.


Eu me apaixonei pela curiosidade em te conhecer.

E, conhecendo cada dia 

Eu me apaixonei

E me apaixono por você.


Eu me apaixonei pelos segredos trocados, pelos momentos compartilhados.


Ah! Eu me apaixonei de maneira louca.


Inegavel e irremediavelmente 

Eu me apaixonei por você.