quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

objetividade

Referencia bibliográfica:
AMARAL, Luiz. Os difíceis caminhos da verdade. In______A objetividade jornalística. Sagra-Luzzatto, Porto Alegre, 1996.

Resumo crítico do texto:
A objetividade jornalística esbarra em diversos itens interferindo assim, no produto final, a matéria. Ao que tange informação deveria ser uma reprodução fiel à realidade, sem quaisquer apegos e interesses particulares. No jornalismo, no entanto, a realidade amodela-se conforme seus padrões e interesses os quais são:

Preconceito: A objetividade é prejudicada pelo preconceito, seja ele qual for sua natureza. Mesmo aqueles que dizem estar imunes ou despidos de quaisquer preconceitos não saem ilesos. Esse prejulgamento atrapalha a visão jornalística e distorce fatos.

Interesses materiais: Com um mundo mais globalizado e capitalista, a corrida em busca de poder e lucros, muitas vezes exorbitantes, aos donos de meios de comunicação fica cada vez mais difícil conciliar os interesses materiais da empresa com a genuína notícia sem que a mesma não tenha resquício de interesses materiais. Uma pirâmide atrativa constrói-se ao redor da notícia, cujo topo está a lucratividade e sucesso e na sua base o compromisso com a notícia e o público. Aos repórteres restam integrar-se aos interesses dos que detém o poder.

Pressa: A cobrança e a pressão que os jornalistas sofrem em entregar as matérias afetam substancialmente seu fechamento. O famoso deadline que assusta todos os jornalistas contribui para que percam o foco de suas reportagens. A pressa prejudica a objetividade de matérias do dia, porque além do tempo e espaço pré-estabelecidos em reunião de pauta devem conter o máximo de informações e correções.

Dificuldade de espaço e tempo: Lead, sublead, chamada, reportagem, reunião de pauta, fechamento, suíte, fonte, coletiva e matéria quente são alguns itens que circundam os jornalistas até a edição da mesma. Condensar, enxugar são verbos utilizados pelo editores devido ao espaço e falta de tempo a apurações de fontes. O ajuste que as matérias sofrem interferem diretamente em sua objetividade.

Omissão: Em decorrência aos pontos supracitados geram a omissão. Informações imprescindíveis sutilmente são encoberta ante ao público. Uma das maneiras mais imperdoáveis, a omissão é considerada um assalto à verdade.

Apreciação crítica do resenhista:

Nossa opinião não coincidiu com a do autor quando o mesmo cita, no texto, que um ouvinte, leitor ou telespectador nem sempre deseja conhecer a verdade, ao contrário disto, apenas a satisfação de encontrar uma determinada verdade defendida, detalhada por alguém. A partir do momento em que o ouvinte, leitor ou espectador não deseja conhecer a verdade, opta por ser enganado ou se auto-enganar, porém, não podemos deixar de considerar que mesmo buscando a verdade diariamente, a publicação de uma notícia precisa ser aprovada, a qual pode ser um dos casos onde deixa de ser uma verdade incontestável por conta de omissão, interesses, etc.
Assim, como o autor, acreditamos que como imprensa devemos ser imparciais, mesmo isso sendo uma luta constante.
A verdade jornalística deve prevalecer sempre, independente de valores ou ideologias. Visto que, jornalistas trilham sob uma linha tênue, a qual está à objetividade e a verdade e à medida que o cabedal de interesses fica evidente, esses profissionais estão imbuídos a não perderem o foco. Devido a isso os meios de comunicação deveriam ter consciência de sua responsabilidade.

Indicação do texto:

O texto claro, simples e bastante elucidativo, sendo indicado para os estudantes universitários e profissionais de Comunicação Social, tais como: jornalistas, publicitários, radialistas, assessores de imprensa, também é indicado ao público em geral.

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